HPV, conheça a doença silenciosa e saiba como se proteger

A infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano) atinge milhares de mulheres brasileiras. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), anualmente, 5 mil mulheres morrem e outras 15 mil descobrem ter câncer de colo do útero no país. O HPV está relacionado a 99,7% desses casos.

A adoção de vacinas HPV já se mostrou uma estratégia segura e de resultados práticos em vários países. A própria Organização Mundial de Saúde defende como a principal forma de prevenção contra esta doença em jovens entre 9 e 13 anos.

Em 2017 a oferta da vacina foi ampliada para as meninas na faixa etária de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade e implantada para os meninos de 11 a 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, sendo que até 2020, está prevista a ampliação da faixa etária masculina dos 9 anos até os 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade. Destaca-se que a ampliação da vacina para meninos fortalecerá as ações de saúde da população masculina, ratificando a responsabilidade compartilhada do Ministério da Saúde para questões de saúde reprodutiva entre os gêneros.

Embora existam mais de 100 tipos de HPV, as vacinas do tipo 6, 11, 16 e 18 respondem por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero e 90% das verrugas genitais, que são importantes problemas de saúde pública. O levantamento Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, traz a análise do primeiro Estudo de Prevalência do Papilomavírus no Brasil: O POP-Brasil, realizado pela pasta juntamente com o Hospital Moinhos de Vento. O programa mostrou que a infecção por HPV acomete pessoas de todas as condições sociais, sem distinção. O levantamento aponta que a prevalência do HPV no Brasil foi de 53,6%, sendo a cepa de alto risco para o desenvolvimento de câncer presente em 35,2%. Na Região Nordeste foi encontrada a maior prevalência de HPV (58,09%). O estudo avaliou 7.693 pessoas sexualmente ativas entre 16 e 25 anos, de todas as classes sociais em todo o País.

Em relação à eficácia da vacina contra o HPV, estudos internacionais apontam seu impacto na redução da doença. Nos EUA, dados mostram uma diminuição de 88% nas taxas de infeção oral por HPV. Na Austrália, redução da prevalência de HPV foi de 22.7% em 2005 para 1.5% em 2015 entre as mulheres de 18–24 anos em análise. Outro estudo internacional mostra que nos EUA, México e Brasil entre homens de 18 a 70 anos, 72% dos brasileiros estavam infectados contra 62% dos mexicanos e 61% dos norte-americanos.

Por essas e outras razões, a vacinação é defendida por entidades médicas representativas, como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). Elas recomendam a vacinação contra o HPV em seus calendários de vacinação desde 2007, mas apenas em 2013 foi adotada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). As doses da vacina são ofertadas pelo Ministério da Saúde durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde do SUS. A vacina contra o HPV é segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero.

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