O perigo da Hipertensão na Gestação

Hoje, dia 26 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial. A data tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados básicos para prevenir a hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta. De acordo com o Ministério da Saúde, os problemas cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 300 mil mortes por ano no Brasil. Além disso, 50% dos hipertensos ainda não sabem que têm o problema.

No País, a hipertensão na gravidez atinge de 5 a 10% das gestantes, podendo ocorrer desde o início da gestação (Hipertensão crônica), ou surgir após a 20 semana de gravidez, mesmo em mulheres que não eram hipertensas (Hipertensão gestacional ou pré-eclampsia). As alterações hipertensivas na gestação são causas de elevada morbidade e mortalidade materna, fetal e perinatal, sendo, no Brasil, a principal causa de morte materna.

A gestante deve observar sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça, visão embaçada ou sensação de “luzes piscando”, que podem ser um sinal de hipertensão/pré-eclampsia. A dificuldade para respirar e sentir-se ofegante, com dor no lado direito do abdome e inchaço no corpo são sintomas que precisam ser relatados durante as consultas de pré-natal.

A pré-eclampsia (PE) e a eclampsia são as formas mais graves dentro dos distúrbios hipertensivos da gestação. A PE caracteriza-se por elevação da pressão arterial após as 20 semanas de idade gestacional associada a lesão em outros órgãos, como fígado, rim, sistema nervoso central e sistema de coagulação. Eclampsia é quando além da hipertensão a gestante apresenta convulsão. São causas de elevada mortalidade tanto materna, quanto fetal. A origem destas doenças permanece não claramente estabelecida, mas acredita-se que o gatilho de todas estas condições seja um mal desenvolvimento placentário. Outras condições que predispõem o surgimento da PE são: doenças renais, doenças do colágeno (como Lúpus), hipertensão arterial prévia, a diabetes prévia, a obesidade, a gestação gemelar, entre outros. Mulheres com risco para essa condição devem ser orientadas a receberem, durante a gestação, suplementação de cálcio e uso diário de ácido acetilsalicílico (AAS), sempre com prescrição médica e com dosagens específicas.

O tratamento para gestantes com Hipertensão Crônica é o uso de determinados anti-hipertensivos de uso possível durante a gestação. Casos graves devem ser monitorizados com internação hospitalar e podem necessitar de interrupção da gestação para se obter melhora. Já para os casos de Pré-eclampsia e Eclampsia o único tratamento definitivo é a interrupção da gestação. É necessário avaliar os riscos maternos, os riscos fetais e contrabalançar com as complicações relacionadas à prematuridade para se estabelecer o momento ideal de interrupção da gravidez. São todas essas peculiaridades envolvidas na origem e no manejo da doença, que tornam os distúrbios hipertensivos da gestação um desafio diário para a prática obstétrica de excelência.

Fonte: Ministério da Saúde/Febrasgo

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